www.itaucultural.org.br/homoludens
Arte: música, cinema, literatura, design, arquitetura, fotografia, culinária, pintura, reflexão, moda, dança, escultura, perfumaria, sexualidade, teatro, liberdade, educação ...
domingo, 18 de dezembro de 2005
HOmo LUdens! + Exposição HOmo LUdens!
www.itaucultural.org.br/homoludens
sábado, 17 de dezembro de 2005
Força expressiva - artes plásticas
Eu sempre gosto de dizer que toda a exposição vale a pena, mesmo se você não gostar... Aqui vai uma que me impressionou muito...Helena Wong, no Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba... Eles não querem comparar com o MOMA não, né?"Autora de uma obra bastante própria, Helena Wong (1938-1990) teve sua produção marcada pela obstinação que tinha pela vida e a paixão pela arte. Portadora de uma grave doença, desde os cinco anos de idade, sua arte está profundamente ligada à certas fases de sua trajetória de vida. Com curadoria de Fernando Velloso, a exposição é composta de aproximadamente 80 obras de Helena, onde fica evidente toda a expressividade e sensibilidade encontradas nas obras da artista. A maior parte das obras expostas é de propriedade da irmã, Shou Wen Alegretti. Algumas pertencem ao
acervo da instituição e outra parte foi coletada entre colecionadores particulares." www.closeup.com.br/Guia/ItemCategoria.aspx?idCategoria=5&idEvento=917
Os quadros da pintora são extremamente intensos, alguns doloridos, dolorosos ...A angústia, a dor, a tristeza retratadas, por vezes, podem fazer lembrar Frida Kahlo... Quer dizer...Foi o que eu senti ...
sexta-feira, 16 de dezembro de 2005
Peças de teatro para ver e pensar


terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Esta é para as meninas e meninos que curtem eletrônica.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

The Oblongs são uma família americana suburbana “típica”. A cidade de Hill Valley é dividida em duas (mais ou menos como Brasília, e tantas outras...) De um lado, os moradores da Colina, o bairro chique, onde vivem os “normais”, e do outro, o Vale, onde habita a classe média...
O grande problema do Vale, é que ele recebe todo o esgoto e os produtos químicos dos moradores da Colina e os habitantes acabaram por desenvolver...hmmmmm, digamos, problemas genéticos.
O protagonista Milo tem uns oito anos, é deformado e sofre de hiperatividade aguda. Os pais usam dardos tranqüilizantes para colocá-lo na cama. Quando Milo está calmo diz: “Mãe... Não se preocupe... Já estou medicado.”
O pai, não possui braços e pernas e age e veste, como se fosse Cary Grant. Bob é extremamente dedicado à família e trabalha em uma empresa de pesticidas, apertando as embalagens com... a boca.
A mãe é adorável e afetuosa com os filhos e usa uma peruca enorme e loura, já que não possui cabelos. Pickles Oblong é chegada também numa bebidinha... A família se adora e convive pacificmente com os ricos da Colina, inclusive com as Debbies ( as meninas, ricas, louras, “normais”, mas que parecem clonadas ...) e com os garotos (playboys desumanos). Sobre os coleguinhas das crianças, nem vou falar... Vou mostrar... Olha a foto aí, ao lado...Convenções sociais, sexo, amor, problemas emotivos, classes sociais, desumanidade,... Tudo é crtiticado mordazmente e questionado pela série, que é apresentada nos EUA pelo Cartoon Network, no programa Adult Swin, com desenhos para público mais maduro.
O desenho é baseado na obra de Angus Oblong, um sujeito excêntrico, que não aparece , dá poucas, mas ótimas entrevitas... Daquelas que você vê que o repórter é um "tapado" e o entrevistado faz questão de mostrar isso... O site dele é www.angusoblong.net/
A série esta sendo exibida às quartas, onze da noite, na sexta e no sábado, lá pela uma ou duas da manhã, no SBT.
P.S. Ela é bem mais crítica e caústica que Os Simpsons...É ótima!
Alguns episódios
Debbie Desfigurada
Milos e Debbie (a garota mais popular da escola) disputam uma vaga no conselho estudantil. Durante as apresentações dos mesmos, um incidente ocorre e para a infelicidade de Debbie, ela fica desfigurada... Sua turma começa a rejeitá-la e ela encontra consolo em Milos e seus amigos especiais.
A Criança de Ouro
Bob espera por uma promoção no trabalho há anos, mas se decepciona quando seu chefe debocha de suas esperanças. Enquanto isso, Milos inventa um novo refrigerante para ganhar dinheiro e ficar jogando video-game. A bebida dá tão certo que o chefe de Bob, Sr. Klimer, tenta subornar seu funcionário afim de “pegar” a idéia para ele e comercializar.
Get Off My Back
É “dia do lixo” para os habitantes do Valley... os moradores da colina se desfazem de objetos e móveis que não usam mais. A família Oblong vai as compras e cada um trás um objeto de sua preferência, Bob por exemplo, leva uma estátua para a casa. Ele tenta colocá-la no teto com cola mas acaba causando um desastre e Bill e Chip ficam grudados no irmão, Milos.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2005
Bom texto

sábado, 3 de dezembro de 2005
sexta-feira, 2 de dezembro de 2005
AIDS!



segunda-feira, 28 de novembro de 2005
Essa é para desesperar...
No livro, até então, foram 68 páginas sem qualquer citação...
Generalizam quase tudo e não explicam muita coisa (citação para que saibamos que conceito ele usa para determinada classe/tribo, nem pensar!).
Tipo, colocam no mesmo saco: clubbers, cybers ( que eles não caracterizam, e pelo visto, não sabem o que é) e models (sabe-se lá o que eles quiseram dizer ou conceituar...).
Além disso, tiram completamente a importância dos, por exemplo, punks, enquanto movimento... Por fim, na verdade, começo, para desespero geral, dizem o seguinte:
“Uma sociedade merece tal
designação (democrática) quando fornece aos seus membros condições pra seu desenvolvimento moral e possibilidades reais de atendimento material àquelas expectativas que lhes são dirigidas na forma de obrigações, deveres e promessas empenhadas. De outro lado, esses membros anuem em cooperar com sua comunidade, abstendo-se de prejudicá-la e , quando possível, empreendendo ações altruístas para seu aprimoramento. O equilíbrio havido nessa mutualidade, estabelecida entre indivíduo e sociedade, incrementa a própria legitimidade do pacto social. Isso tudo assim resulta porque, quando os indivíduos recebem a chance de ser alguém (itálico do autor) perante seus parceiros de convívio e perante suas auto-estimas, essa chance, essa chance além de altamente valorizada, tende a ser traduzida, no atendimento a certos deveres próprio de que é ou se tornou alguém (itálico do autor): mais confiabilidade, mais sociabilidade, mais HONESTIDADE (letras maiúsculas minhas!), mais solidariedade, mais respeito à coisa pública, mais responsabilidade, mais vergonha moral, Mais decência.(! exclamação minha!” (...)A falta de sensibilidade e o elitismo dos autores é, ao mesmo tempo, esclarecedora e chocante.
Dê condição e o pobre, o favelado (termo que ele chega a utilizar no livro) não vai sair por ai "sacaneando" a classe alta, nem a média.
Porque, “quando ele recebe a chance de ser alguém, (Porque?? Ele já não é alguém????? Ele já não merece respeito????????? E ser alguém pressupõe ser o que para estes senhores??????), ele é ou vai se tornar (MEU DEUS! ) alguém MAIS HONESTO (é pobre que mata vigia e continua com pensão de R$14,900,00...) mais SOLIDÁRIO( QUEM AJUDA QUANDO DESPENCA BARRACO NO MORRO? A CLASSE ALTA???) , vai ter mais respeito pela coisa pública (É QUE POBRE ADORA QUEBRAR TUDO, PIXAR TUDO... FILHO DE CLASSE MÉDIA NÃO FAZ ISSO, CLARO...), tem mais vergonha moral (CLARO, TEM MUITO POBRE TROCANDO FAVOR SEXUAL POR lugar em gabinete... E AFINAL, O QUE ELE QUIS DIZER COM ISSO?), Mais decente (CLARO , ESTÁ CHEIO DE FAVELADO NO SENADO E NA CÂMARA...)
Não satisfeitos, continuam:
“(...) mas como exigir de uma mãe faminta em um barraco, que não se empregue

na distribuição de cocaína nas favelas do rio de janeiro? (...)
Então eu deixo as notícias falarem por mim, e as achei em 15 segundos de pesquisa:
"O crime mora na classe média
“Só neste ano, a Polícia Federal prendeu 69 traficantes bem-nascidos, em aeroportos, raves e boates. No Estado de São Paulo, o Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) deteve 180 universitários pelo mesmo motivo.”
Sociedade :: Federais assustam a elite - Daslu dá golpe (-Edição Época 374 - 18/07/2005
O livro? Fudamentação Ética e Hermenêutica.
Estou falando sério... O que esperar, se estes são alguns dos nossos doutores?
Sobre o Brasil em que vivemos...
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.
Não mentem tristes. Alegremente
mentem. Mentem tão nacional/mente
que acham que mentindo história afora
vão enganar a morte eterna/mente.
Mentem.Mentem e calam. Mas suas frases
falam. E desfilam de tal modo nuas
que mesmo um cego pode ver
a verdade em trapos pelas ruas.
Sei que a verdade é difícil
e para alguns é cara e escura.
Mas não se chega à verdade
pela mentira, nem à democracia
pela ditadura.
Fragmento 2
Evidente/mente a crer
nos que me mentem
uma flor nasceu em Hiroshima
e em Auschwitz havia um circo
permanente.
Mentem.
mente.
Mentem como a careca
mente ao pente,
mentem como a dentadura
mente ao dente,
mentem como a carroça
à besta em frente,
mentem como a doença
ao doente,
mentem clara/mente
como o espelho transparente.
Mentem deslavadamente,
como nenhuma lavadeira mente
ao ver a nódoa sobre o linho. Mentem
com a cara limpa e nas mãos
o sangue quente. Mentem
ardente/mente como um doente
em seus instantes de febre.Mentem
fabulosa/mente como o caçador que quer passar
gato por lebre.E nessa trilha de mentiras
a caça é que caça o caçador
com a armadilha.
E assim cada qual
mente industrial?mente,
mente partidária?mente,
mente incivil?mente,
mente tropical?mente,
mente incontinente?mente,
mente hereditária?mente,
mente, mente, mente.
E de tanto mentir tão brava/mente
constroem um país
de mentira
—diária/mente.
Fragmento 3
Mentem no passado. E no presente
passam a mentira a limpo. E no futuro
mentem novamente.
Mentem fazendo o sol girar
em torno à terra medieval/mente.
Por isto, desta vez, não é Galileu
quem mente.
mas o tribunal que o julga
herege/mente.
Mentem como se Colombo partindo
do Ocidente para o Oriente
pudesse descobrir de mentira
um continente.
Mentem desde Cabral, em calmaria,
viajando pelo avesso, iludindo a corrente
em curso, transformando a história do país
num acidente de percurso.
Fragmento 4
Tanta mentira assim industriada
me faz partir para o deserto
penitente/mente, ou me exilar
com Mozart musical/mente em harpas
e oboés, como um solista vegetal
que absorve a vida indiferente.
Penso nos animais que nunca mentem.
mesmo se têm um caçador à sua frente.
Penso nos pássaros
cuja verdade do canto nos toca
matinalmente.
Penso nas flores
cuja verdade das cores escorre no mel
silvestremente.
Penso no sol que morre diariamente
jorrando luz, embora
tenha a noite pela frente.
Fragmento 5
Página branca onde escrevo. Único espaço
de verdade que me resta. Onde transcrevo
o arroubo, a esperança, e onde tarde
ou cedo deposito meu espanto e medo.
Para tanta mentira só mesmo um poema
explosivo-conotativo
onde o advérbio e o adjetivo não mentem
ao substantivo
e a rima rebenta a frase
numa explosão da verdade.
E a mentira repulsiva
se não explode pra fora
pra dentro explode
implosiva.
* Este poema, que foi enviado a diversos jornais em 1980. Não preciso falar da atualidade dele.
Esta foto do repórter-fotográfico J.F.Diório, da Agencia Estado, ganhou em primeiro lugar na categoria "General News" em prêmio concedido pela World Press Photo 2005.
Mais uma indicação

Código 46
Num futuro não muito distante, as cidades são rigidamente controladas e o acesso só é possível por meio de pontos de checagem. As pessoas não são autorizadas a viajar a não ser que possuam o salvo-conduto, um seguro especial de viagem.
Fora dessas cidades o deserto tomou conta, com os cidadãos sem seguro sendo segregados em bairros pobres. William (Tim Robbins) é um homem casado que trabalha como investigador de seguros. Quando sua empresa o envia para uma outra cidade para resolver um caso de salvo-condutos forjados, ele encontra Maria (Samantha Morton). Apesar de descobrir que Maria é a culpada pelas fraudes, ele se apaixona por ela. William volta para casa sem denunciá-la, mas não a esquece. Porém, quando o salvo-conduto forjado provoca uma morte, ele é obrigado a retornar à cidade para reencontrar Maria.
O filme é muito belo e melancólico e esqueci de mencioná-lo na listagem da outra postagem... E possui um dos finais mais tristes que vi nos últimos tempos...Tudo ao som de Coldplay - Warning saign - É de ficar muito sensibilizado...Muito mesmo...
domingo, 27 de novembro de 2005
Preconceito agora é direito
Parece que a artilharia contra a homofobia na TV está dando resultado.
Depois da liminar que tirou a emissora da Rede TV! em SP do ar, as TVs estão em alerta.Segundo o colunista Daniel Castro , da Folha SP, executivos da Globo, Record, Band e Rede TV! estão se reunindo por conta dos acontecimentos e temem que a ação tenha aberto um precedente perigoso.
A Abra (Associação Brasileira de Radiodifusores, que reúne Band, SBT e Rede TV!) divulgou na sexta,18/11, nota oficial em que classifica a "medida truculenta que retirou dos telespectadores o direito de escolha". E conclama as autoridades, judiciais inclusive, "a refletirem sobre a importância para o Brasil de evitar que atos de censura não se repitam".
E a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de São Paulo divulgou nota em que manifesta preocupação com "decisões judiciais que restringem o pleno exercício da liberdade de expressão".
http://glsplanet.terra.com.br/cgi-bin/viewnews.cgi?category=7&id=1132668985
Por que a OAB não se preocupa com decisões do tipo que dão pensão de 100% do salário (R$14.900,00) para o juízes que matam vigias em supermercados ?
quarta-feira, 23 de novembro de 2005
Agradecimento



Agradeço a frequente colaboração das alunas , Nanachara, Nana e Greice ... Muito obrigado, meninas... A discussão e a troca de idéias é sempre salutar...
Quanto ao tema, acabo concordando com a Greice... Acho que foi insuficiente, mas se você quiser também aprende, basta interesse. Por que? No meu caso, por exemplo, quando aprendi a diagramar nem tinha computador direito :) ... Tive que correr atrás, gente... Todo mundo têm!
segunda-feira, 21 de novembro de 2005
PLÁGIO É CRIME! NÃO TENTEM ENROLAR O PROFESSOR
Plágio, segundo o dicionário Aurélio, é: "Assinar ou apresentar como seu (obra artística ou científica de outrem)". A origem etimológica da palavra ilustra o conceito que ela carrega: vem do grego (através do latim) "plágios", que significa "trapaceiro" (...)
DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE IMATERIAL
DOS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE IMATERIAL“Art. 184 - Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.§ 1º - Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente:Pena - reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa...”.
“RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO MORAL. DIREITO AUTORAL. FOTOGRAFIA. PUBLICAÇÃO. AUTORIZAÇÃO. SUPRESSÃO DOS CRÉDITOS.
PLÁGIO É APRESENTAR UMA PALAVRA, FRASE, IDÉIA, ..., DE OUTREM COMO SE FOSSE SUA.
PLÁGIO É CRIME. NÃO O FAÇAM!
sábado, 19 de novembro de 2005
Assim não é muito melhor?
"O teu cabelo não nega mulata"... Nem o Brasil pode negar que é racista...

A impressão que tenho é que anteriormente, no tempo da minha avó, educar era passar determinados valores morais (e aí já começcam os poréns) carregados de preceitos religiosos e de senso comum; alimentar também contava, além de deixar a criança sadia. Um único ítem aumentou nesta lista: dar escola (porque me nego a dizer educar. Quem educa não é a escola, (ou, não deve ser, mas muitos pais não querem admitir isso). Além disso, há inúmeras, centenas, milhares de escolas que nada ensinam a não ser a "arte" de imitar).
Agora leia sobre o Brasil racista e EDUCAÇÃO tem tudo a ver com isso!
ONU: Fosso entre negros e brancos aumentou no País
Agência Estado
Se existissem dois Brasis, um só com brancos e outro só com negros, o primeiro estaria, no quesito qualidade de vida, ao lado de países europeus relativamente desenvolvidos, como Bulgária e Letônia. O Brasil dos negros, por outro lado, ficaria próximo de países muito pobres, como o Vietnã e a Bolívia. Esse persistente fosso entre brancos e negros é a principal conclusão de uma edição especial do Relatório de Desenvolvimento Humano a respeito do racismo no Brasil.
O trabalho, realizado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), teve como base estudos realizados no País nos últimos anos sobre o assunto. A divulgação ocorreu às vésperas do Dia da Consciência Negra, que será comemorado amanhã. Em 2002, o Brasil ocupava uma posição intermediária no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Pnud, que considera três fatores fundamentais de qualidade de vida: renda, esperança de vida ao nascer e nível de educação. Num universo de 177 países, estava em 73º lugar. Se no Brasil vivessem só os brancos, o País estaria em 44º lugar. Se houvesse apenas os negros, em 104º lugar - considerável distância de 60 posições. O fosso fica ainda mais profundo quando se separam os Estados. A melhor qualidade de vida têm os brancos do Distrito Federal - vivem tão bem quanto na República Tcheca (33º lugar no ranking mundial).
No outro extremo, estão os negros de Alagoas - vivem na mesma precariedade que a população da Namíbia (122º lugar no ranking). “A democracia racial no Brasil é um mito. Os efeitos da escravidão permanecem até hoje”, afirma o assessor do Centro Internacional de Pobreza do Pnud, José Carlos Libânio. O Relatório de Desenvolvimento Humano também mostra a discriminação racial por meio de indicadores socioeconômicos. O número de pobres (com renda per capita inferior a R$ 75,50) no Brasil diminuiu cinco milhões entre 1992 e 2001. Os negros, porém, foram levados na contramão: o número de pobres cresceu 500 mil. Ainda no caso deles, o desemprego é maior e o salário é menor - invariavelmente.
Violência e educação
Na educação, apesar de os índices brasileiros terem melhorado sensivelmente, os negros ainda estudam menos que os brancos. Eles ficam, em média, 2,1 anos a menos que os brancos nas salas de aula. “Estamos falando só da questão quantitativa. Se falássemos da qualitativa, a situação seria muito pior. Normalmente os negros estudam em escolas ruins, com pouca ou nenhuma estrutura, sem professores qualificados, na periferia das cidades”, diz a editora do relatório, Diva Moreira. A tendência se repete quando se trata de segurança. Ser negro significa ser o alvo preferencial da violência que resulta em morte. E também, pelo menos no caso do Rio, a maior vítima da polícia. “Em todos os indicadores sociais possíveis e imagináveis, a situação é a mesma. Se o indicador é negativo, os negros são maioria. Se o indicador é positivo, eles são minoria”, resume Rafael Osório, do Centro Internacional de Pobreza do Pnud.
O relatório foi apresentado ontem no Capão Redondo, um dos bairros mais pobres e violentos de São Paulo. Das oito pessoas que estavam na mesa de apresentação, só duas eram negras. A pequena presença dos negros em posições de influência no País foi um dos problemas apontados pelo relatório. Para o coordenador do Observatório Afrobrasileiro, Marcelo Paixão, essas desigualdades deveriam ter sido enfrentadas há pelo menos 70 anos. “Esse é o tamanho do atraso para um País que foi o último nas Américas a abolir a escravatura e passou o século 20 sem políticas de integração para afrodescendentes. No máximo, fez políticas globais, achando que atenderia todo mundo, o que evidentemente não aconteceu.”
quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Show de drag queens no blog... E salve a saudosa Vogue Star!

Para quem nunca viu um show de drag queens, aqui vão algumas performances selecionadas :) ... Das top drags até hilárias...
Cha cha heels de Nubia
http://mixbrasil.uol.com.br/tvmix/videos/nubia.asp
Yuri Mix aparece como uma cobra naja e Talessa Top assume paixão espanhola
http://mixbrasil.uol.com.br/tvmix/videos/blue9anos.asp
No "carão", Ebony arrasa no clipe-cover da música 1Thing, da diva Amerie
http://mixbrasil.uol.com.br/tvmix/videos/default_performances.asp
Thália Bombinha de Britney na propaganda da Pepsi
http://mixbrasil.uol.com.br/tvmix/videos/thalia.asp
Márcia Pantera no cabelão
http://mixbrasil.uol.com.br/tvmix/videos/batecabelo.asp
sábado, 12 de novembro de 2005
A Perna Cabiluda Uma misteriosa aparição causou pânico em Recife nos anos 70! Da mesma equipe de Cinema, Aspirinas e Urubus, que entra em cartaz como um dos melhores longas brasileiros dos últimos tempos. » atendendo a pedidos dos espectadores!
Mix Brasil no Porta Curtas
O Prêmio Porta Curtas chega ao Mix Brasil - Festival de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual. Até o próximo dia 20, você poderá assistir e votar em 16 dos curtas em exibição no Festival - aproveite! » Indicado para todos os sexos (todos mesmo!)
Todo mundo sabe que o curta-metragem é escola de cinema, celeiro de novos talentos. Confira aqui O Velho, o Mar e o Lago, filme que consagrou o fotógrafo Mauro Pinheiro Jr., o mesmo de Cinema, Aspirinas e Urubus. » Dirigido por Camilo Cavalcante
Em Os Fiéis, três amigos contam as aventuras vividas durante uma famosa partida de futebol. Lembranças, a euforia e a sensação de viverem um momento histórico. » Prêmio Cachaça Cinema Clube de Melhor Crônica de Amizade
Gente, procurem assistir no porta curtas, os filmes experimentais também!
http://www.portacurtas.com.br/
terça-feira, 8 de novembro de 2005
CENA OBSCENA

Criei uma nova seção no blog. Como vocês podem ver é a CENA OBSCENA.
Obsceno é : adj. 1. Atentatório ao pudor. (...)
Pudor é: s. m. 1. Sentimento de pejo ou vergonha, produzido por atos ou coisas que firam a decência, a honestidade ou a modéstia. (...)
Decente é: dj. m. e f. 1. Que fica bem; conveniente, decoroso, honesto. 2. Asseado, limpo.*
A seção é para lembrar que, coxas, nádegas, seios, tórax, um corpo que age e interage, todos temos... Que sexo, desejo, paixão, amor, escândalo... fazem parte da vida... E que indecente é isto que está aí em cima...É promover guerras, fomentar o ódio, exercitar a intolerância, a brutalidade, favorecer a discórdia e também SE OMITIR de contribuir para que tudo isto desapareça, ou pelo menos, não seja tão presente em nossos dias ...ISTO SIM, É INDECENTE!
A foto de Kevin Carter (1961-1994), tirada no Sudão**, ganhou o Prêmio Pulitzer em 1993, entre inúmeros outros. Kevin percorria uma aldeia e tirou a foto da menina. Ele afirmou em entrevistas que estava fotografando a criança, mudou de ângulo e, de repente, viu a ave atrás dela.
Carter sofreu um número incontável de críticas porque não ajudou a menina, já que, Journalists at the time were warned never to touch famine victims for fear of disease. This criticism and the death of a close friend in township violence may have contributed to Carter's suicide at the age of 33.*** (Os jornalistas naquele tempo eram avisados para nunca tocar nas vítimas famintas por medo de pegarem doenças.
Algumas das críticas foram muito pesadas e uma delas, do St. Peterburgh Times sentenciou que: the man adjusting his lens to take just the right frame of her suffering, might just as well be a predator, another vulture on the scene."*** ( O homem ajustando sua objetiva para tirar o fotograma correto, pode ser, igualmente, outro predador, mais um abutre na cena.)
Se levarmos em conta que o que interessa é a objetividade, que muitos ainda acreditam,(geralmente aqueles que nunca "toparam" com a "realidade" do mundo e se mantém nas suas mesinhas de escritório mais que seguras. Aqueles que acreditam no mito construído sob frágeis bases - e não falo aqui do óbvio, da função, da tarefa do jornalista de cobrir, de contar, de buscar ambos os lados) ele estava correto.Ou não? Ele não fez seu trabalho e foi embora? Ele não "contou uma história e não se intrometeu no desenrolar dela"? Assim como muitos, todos os dias, em várias profissões, o fazem... Mas e quanto a humanidade? E a subjetividade? E a objetividade da vida?
**A guerra do Sudão
"O Sudão (antiga Núbia), em 1820 tornou-se colônia britânica e em 1899 foi submetido ao domínio egípcio-britânico. Em 1956 obteve a independência. Começou, no sul, a guerrilha do Exército de Libertação do Povo Sudanês (SPLA). Depois de vários golpes, em 1989 tomou o poder o general Omar al-Bashir, que instalou uma ditadura militar. Seu regime foi marcado pela intensificação dos combates e, em 1991, adotou um Código Penal baseado na lei islâmica. Os combates entre a guerrilha do SPLA e o governo islâmico provocaram o êxodo de milhares de pessoas. Cerca de 600 mil refugiados morreram de fome no sul, a 800 km de Cartum, a capital, em 1993."
* Dicionário Michaelis
** http://www.studium.iar.unicamp.br/13/2.html?studium=
*** http://www.thisisyesterday.com/ints/KCarter.html
segunda-feira, 31 de outubro de 2005
Para ver e guardar na memória... Ou da série: Obras-primas do cinema
Dispa-se dos preconceitos cinematográficos... Esqueça Triple X, Velozes e Furiosos, e também aqueles filminhos para adolescente que o povo adora consumir e que Hollywood produz às pencas. Olvide também aquelas películas que passam distante da verdadeira natureza humana e são cheios de príncipes e princesas, amores eternos e gente “legal” (não que eu não acredite nisso: em gente legal e amores eternos, mas nada é perfeito!)... Você esta para ver um filme ADULTO. Por isso, tome tempo. Seja paciente. Seja corajoso. Pegue-o de preferência na sexta-feira, junto com porcariada popular que vem no pacote das locadoras: o pornô, o infantil, a aventura... Comece a ver DOGVILLE na sexta. E, como conheço a maioria das minhas crianças, já aviso: “_Não desistam, nem corram da raia, porque vocês estão para ver/ter uma das mais ousadas experiências feitas no cinema atual em termos de radicalismo formal e de conteúdo!” Se não conseguirem vê-lo todo... No problem... Vão dormir. Terminem de ver no sábado... Mesmo porque, Dogville é um daqueles filmes que incomodam...
O filme de Lars Von Trier é inspirador. Não somente pela escolha da linguagem, ( uma revolução na forma cinematográfica), dos atores, do roteiro... E explico: para horror dos viventes massificados, o diretor utilizou alguns objetos de cena mas nenhum cenário; apenas linhas pintadas no chão demarcando duas ou três ruas e algumas casas. O cenário invisível (sem paredes, janelas ou portas) permite que o espectador veja os coadjuvantes em seus afazeres longe do foco pri
ncipal da ação. Além de servir como metáfora do filme, não desviando a atenção do espectador para nada além da narrativa, o artifício ressalta a dramaticidade através da encenação. Desse modo, Von Trier consegue estender a profundidade de campo e sublinhar as conseqüências de cada ação individual em relação à comunidade. "Ao abdicar dos cenários e dos adereços, o diretor procurou valorizar o âmago de cada personagem para que o espectador, despojado do “supérfluo” e do “superficial”, pudesse olhar apenas para o que verdadeiramente interessa em seu filme: a desumanidade que “emana” da humanidade."*Lars Von Trier, meus queridos ex-alunos de Cinema devem conhecer do movimento cinematográfico Dogma 95**. Para os desmemoriados, aqui vai: manifesto nascido na Dinamarca, que procurava contrariar algumas tendências do “cinema comercial”, opondo-se ao conceito de cinema de autor, ao cinema individual e cheio de (de)efeitos especiais. Lars, embora, atualmente, não siga o Dogma 95, está longe de ser apenas mais um diretor que se rendeu a $$$$$$$ de Hollywood, como por exemplo, Martin Scorsese ou Kevin Smith.
Mas vamos a história. Dogville é uma pequena cidade, com pouco mais de uma dezena de residentes, situada em algum lugar entre as montanhas do meio-oeste dos Estados Unidos. A história se passa durante a Grande Recessão Americana na década de 1930. Grace (Nicole Kidman) chega a Dogville fugindo da perseguição de gângsteres. Sob a liderança do morador Tom (Paul Bettany), a comunidade decide acolhê-la, para demonstrar altivez com o estranho, com o “estrangeiro”. Em troca da generosidade, Grace terá de prestar pequenos serviços aos moradores. À medida que o tempo avança, você, entre o chocado e o completamente indignado, verá a doce forasteira ser escravizada, abusada, punida por tentar escapar e delatada aos gângsteres pelo único morador que parecia manter algum traço de força moral. No entanto, quando os bandidos vêm ao encontro de Grace, a revelação de sua identidade provoca uma reviravolta definitiva no filme e na vida dos habitantes de Dogville.
E o filme termina ao som de Young Americans, de David Bowie com imagens de fotodocumentaristas que trabalharam durante a grande depressão americana.
Resta ainda dizer este é o primeiro da trilogia do diretor Lars Von Trier sobre os Estados Unidos. Os demais filmes são Manderlay (2005) e Washington, que será lançado em 2007.
* ALEXANDRE BUSKO VALIM
** Votos de Castidade dos cineastas do DOGMA 95
1. As filmagens devem ser feitas em locais externos. Não podem ser usados acessórios ou cenografia (se a trama requer um acessório particular, deve-se escolher um ambiente externo onde ele se encontre).
2. O som não deve jamais ser produzido separadamente da imagem ou vice-versa. (A música não poderá, portanto, ser utilizada, a menos que não ressoe no local onde se filma a cena).
3. A câmera deve ser usada na mão. São consentidos todos os movimentos - ou a imobilidade - devidos aos movimentos do corpo. (O filme não deve ser feito onde a câmera está colocada; são as tomadas que devem desenvolver-se onde o filme tem lugar).
4. O filme deve ser em cores. Não se aceita nenhuma iluminação especial. (Se há luz demais, a cena deve ser cortada, ou então, pode-se colocar uma única lâmpada sobre a câmera).
5. São proibidos os truques fotográficos e filtros.
6. O filme não deve conter nenhuma ação "superficial". (Em nenhum caso homicídios, uso de armas ou outros).
7. São vetados os deslocamentos temporais ou geográficos. (Isto significa que o filme se desenvolve em tempo real).
8. São inaceitáveis os filmes de gênero.
9. O filme deve ser em 35 mm, standard.
10. O nome do diretor não deve figurar nos créditos.
sexta-feira, 28 de outubro de 2005
Contato

Agradeço minhas caras alunas Nana Sperb e a Renata que deram retorno após publicação do blog... Bem e quanto a Britney... Chegamos a um consenso, né Renata :) A Britney é entretenimento e a Madonna não é somente isso :) ... Ela é política!
E mais uma dica: http://www.sonyclassics.com/capote/
O longa conta o trabalho de Truman Capote na árida cidade de Holcomb, no Estado americano do Kansas, onde ele tenta descobrir todos os detalhes sobre o massacre da família Clutter, no ano de 1959.
Em sua jornada, Capote é acompanhado pela amiga de infância Nelle Harper Lee (vivida por Catherine Keener), autora do clássico Não Matem a Cotovia (To Kill a Mockingbird), vencedor do prêmio Pulitzer de 1960.
Ao longo de cinco anos, o escritor e jornalista faz a reportagem intermitente da situação dos assassinos acusados, Perry Smith (Clifton Collins Jr.) e Dick Hickock (Mark Pellegrino), que terminam no corredor da morte.
Num primeiro momento, Capote tenta ajudar os acusados, mas, com o passar dos anos, ele começa a sentir-se culpado por desejar que eles morram para que possa concluir sua obra-prima, A Sangue Frio, publicada em 1966. Com A Sangue Frio, Capote cravou um marco no jornalismo literário, narrando um acontecimento verídico como se fosse um romance policial. O resultado é primoroso. A história da família Clutter — pai, mãe e dois filhos pequenos —, brutalmente assassinada em 1959 na pequena cidade americana de Holcomb, no Estado do Kansas, foi o ponto de partida. Então repórter da revista The New Yorker, Capote debruçou-se sobre a tragédia por seis anos e lançou o livro em 1965, causando tremendo impacto. Continua impactante 38 anos depois.
JORNALISMO LITERÁRIO
Modalidade de prática da reportagem de profundidade e do ensaio jornalístico utilizando recursos de observação e redação originários da ou inspirados pela literatura.Traços básicos: imersão do repórter na realidade, voz autoral, estilo, precisão de dados e informações, uso de símbolos (inclusive metáforas), digressão e humanização.
A coleção "Jornalismo Literário", da editora Companhia das Letras, surgiu para reeditar algumas das maiores reportagens do século 20. O primeiro volume Hiroshima, de John Hersey foi publicado há pouco mais de um ano. Desde então, já foram para as livrarias reportagens de jornalistas como Joseph Mitchell, Truman Capote, Joel Silveira e o último lançamento, Zuenir Ventura.Camila:
Vc não queria umas indicações de livros...
Quanta tristeza...O que este povo anda fazendo?

Acessem este site: www.nra-kkk.org/ e vcs vão ter uma idéia do que os adultos estão fazendo com a infância... Plantando o ódio e a intolerância... Depois me digam se não é grave...
Isso não pode voltar a acontecer!
quarta-feira, 26 de outubro de 2005
terça-feira, 25 de outubro de 2005
Aos meus alunos de COMUNICAÇÃO - JORNALISMO
Carta à Sociedade
A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), os 31 Sindicatos de Jornalistas a ela filiados em todo país e o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ) solicitam a sua adesão à campanha nacional que estamos promovendo em defesa da formação universitária específica de jornalista como condição essencial ao registro para o exercício profissional.
Há quase quatro anos, os jornalistas desenvolvem esta campanha para recuperar um dos pilares da sua regulamentação profissional: o item III do Artigo 4º do Decreto 83.284/79, derrubado por decisão judicial em 1.ª instância. Foi em outubro de 2001, através de liminar da juíza substituta Carla Rister, da 16ª Vara Cível da Justiça Federal, 3ª Região, em São Paulo, que suspendeu a obrigatoriedade da exigência do diploma de Curso Superior de Jornalismo, reconhecido pelo MEC, para a obtenção do registro profissional.
Desde então, com o apoio de todos os Sindicatos de Jornalistas do País, a FENAJ trava uma batalha na Justiça Federal paulista tentando reverter a decisão. O processo permanece, desde dezembro de 2003, no TRF-3ª Região à espera da análise de recurso impetrado pela FENAJ e Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
É importante esclarecer, já de início, que a defesa da formação específica para o exercício do jornalismo está longe de ser uma questão unicamente corporativa. Trata-se, acima de tudo, de atender à exigência cada vez maior, na sociedade contemporânea, de que os profissionais da comunicação tenham um alto nível de qualificação técnica, teórica e principalmente ética. Com este entendimento e:
considerando que, depois de 60 anos de regulamentação profissional e 80 de lutas pela formação superior em Jornalismo, enfrentamos agora a clara ameaça do fim de quaisquer exigências legais para o exercício da profissão de jornalista;
considerando que o ataque à profissão jornalística é mais um ataque às liberdades sociais e às profissões em particular, cujo objetivo fundamental é desregulamentar as profissões em geral e aumentar as barreiras à construção de um mundo mais pluralista, democrático e justo;
considerando que a decisão judicial acarreta claros prejuízos à ética profissional, avilta as condições de trabalho e salariais dos jornalistas e abre espaço para a contratação, nas empresas jornalísticas, de apadrinhados políticos e ideológicos sem a essencial formação específica na área;
considerando que a existência de uma imprensa livre, comprometida com os valores éticos e os princípios fundamentais da cidadania, portanto cumpridora da função social do jornalismo de atender ao interesse público, depende também de uma prática profissional qualificada;
considerando que uma das formas de se preparar, de se formar jornalistas capazes a desenvolver tal prática é através de um curso superior de graduação em jornalismo e que já existe liberdade garantida para quem quiser expor sua opinião na imprensa, como entrevistado ou articulista de uma determinada área;
considerando, finalmente, que se a decisão for mantida, atinge profissionais e estudantes de jornalismo numa de suas principais conquistas, desrespeita as identidades de cada área (e com isso desrespeita também as demais), e fere frontalmente a sociedade em seu direito de ter informação apurada por profissionais, com qualidade técnica e ética, bases para a visibilidade pública dos fatos, debates, versões e opiniões contemporâneas, atacando portanto o próprio futuro do país e da sociedade brasileira;
Solicitamos o seu engajamento nesta campanha em defesa da formação superior específica para o exercício da profissão de Jornalista, através da promoção e/ou participação em atividades programadas pela FENAJ, Sindicatos e FNPJ e também do envio de moção de apoio para: STF (Supremo Tribunal Federal), TRF 3ª Região (Tribunal Regional Federal da Terceira Região), STJ(Superior Tribunal de Justiça), Procuradoria-Geral da República, Câmara Federal e Senado, Procuradoria-Geral do Trabalho,Tribunal Superior do Trabalho e Conselho Superior da Justiça Federal, além do encaminhamento de uma cópia para a FENAJ. Os endereços eletrônicos seguem abaixo. O modelo de moção está em anexo e também pode ser encontrado nos sites da FENAJ, do FNPJ e dos Sindicatos em todo o país.
Saudações sindicais!





