quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Unidos em favor do Jornalimo e contra um Ministério Público que age contra a Sociedade Brasileira

É ridículo ter que ficar dizendo que se é jornalista por formação! Alguém pergunta se um médico é médico por formação? E um advogado? Um engenheiro? É diferente? Por quê? Médico mata, se mal formado. Advogado também (de ódio e desespero) Engenheiro? Soterrado! Jornalista? Mata de vergonha quando é analfabeto e se acha profissional; quando denuncia sem prova; quando denigre a imagem de alguém que nunca mais se recupera (vide Escola Base!); quando acha que para saber escrever para rádio, TV, jornal, internet, para fazer assessoria, para entender a sociedade e a comunicação basta ler meia dúzia de livrinhos e ter a famosa e burra "prática"!

POR FAVOR, MAIS RESPEITO!

E manifestem-se!

"Jornalistas protestam contra decisão do STF e deflagram nova campanha em defesa da regulamentação

O Supremo Tribunal Federal confirmou a liminar que permite o exercício do jornalismo por precários que vinham trabalhando apesar da decisão do TRF-3ª Região que, em outubro de 2005, resgatou a obrigatoriedade da formação para o registro profissional de jornalista. A decisão da Segunda Turma do STF foi anunciada na noite desta terça-feira e imediatamente, a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas deflagraram a nova campanha que estavam preparando em defesa da regulamentação profissional, que tem a obrigatoriedade do diploma como um dos seus principais pilares.
A FENAJ e os Sindicatos orientam os profissionais, professores e estudantes de jornalismo a enviarem mensagens aos ministros do STF. As mensagens protestam contra a decisão e já reivindicam a revogação da Ação Cautelar que tem efeito liminar. A decisão de referendar a liminar, concedida na semana passada, pelo ministro Gilmar Mendes, na Ação Cautelar 1406, foi tomada na tarde desta terça-feira (21/11). Se não for revogada, ela tem validade até o julgamento final de um recurso extraordinário, também pelo STF, no qual se discute a exigência do diploma ou registro para exercer a atividade jornalística.
O advogado da FENAJ neste processo, João Piza, recebeu com tranqüilidade a decisão da Segunda Turma do STF. Ele explicou que aconteceu o esperado, pois o referendo é um procedimento de praxe, ressaltando que não se trata de manifestação em torno do mérito da Ação Cautelar. “Agora vamos buscar a revogação desta Cautelar e tenho a certeza que, no mérito, os jornalistas serão novamente vitoriosos”, sustentou Piza.
O Presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, também ressaltou que esta cautelar só é válida para aqueles que, após um ano da decisão do TRF-3ª Região, continuam desrespeitando a Justiça, exercendo ilegalmente a profissão. Murillo convocou todos os jornalistas e estudantes a se integrarem à campanha em defesa da regulamentação.“Já vencemos na Justiça Federal, no STJ, e venceremos no Supremo porque, mais uma vez, a categoria vai mostrar sua força mobilizadora e a sociedade apoiará nossa luta por um jornalismo mais qualificado e ético”, afirmou o presidente da FENAJ.A
Federação também estranha que tenha sido o Procurador Geral da República a propor esta Ação Cautelar solicitando o efeito suspensivo da nossa histórica vitória no TRF-3ª Região, que acabou com os registros precários e declarou a constitucionalidade da exigência do diploma. “Agindo desta forma, o Ministério Público transformou-se num instrumento a serviço dos interesses das grandes empresas de comunicação. Infelizmente não encontramos a mesma agilidade do MP no combate às diferentes formas de precarização do trabalho dos jornalistas, especialmente a pejotização”, reclamou Murillo.A nova campanha deflagrada pela FENAJ e Sindicatos, além das mensagens ao ministros do STF, nos próximos dias vai contar com atos públicos em todos os estados. Já estão marcadas manifestações no Rio Grande do Sul (sábado, dia 25), Rio de Janeiro(segunda-feira, dia 27), em Santa Catarina(também na segunda, 27/11) e em Juiz de Fora (quinta-feira, 30/11). E este é recém o início desta nova fase da luta dos jornalistas brasileiros pela valorização da profissão e do jornalismo. A FENAJ lembra que em relação ao diploma, por exemplo, ainda é preciso assegurar mais uma vitória que com certeza também virá: a do julgamento do mérito da ação principal desta questão, que igualmente tramita no Supremo e teve origem na justiça de São Paulo, por iniciativa dos empresários de rádio e tv e do Ministério Público Federal.Abaixo, os endereços dos ministros que integram a Segunda Turma do STF, para o envio das mensagens, e a sugestão de texto. Tanto jornalistas, professores e estudantes como cidadãos que querem um jornalismo mais qualificado e responsável podem participar da campanha.Sr. Ministro:Nós, jornalistas, professores e estudantes de jornalismo e cidadãos brasileiros, preocupados com a qualidade, a responsabilidade e a ética da informação, manifestamos nosso protesto contra a decisão a decisão da Segunda Turma do STF que referendou a liminar concedida na Ação Cautelar (AC) 1406. Esta cautelar permite o exercício do jornalismo por pessoas sem a habilitação necessária, trazendo sérios prejuízos à organização de uma categoria profissional integrada por mais de 60 mil jornalistas e representa uma séria ameaça à qualidade da informação levada diariamente à sociedade brasileira. Em defesa da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e por um jornalismo ético, qualificado e ciente de suas responsabilidades sociais, reivindicamos a imediata revogação desta liminar em coerência com outras decisões de várias instâncias que reafirmam a constitucionalidade da exigência do diploma e da formação específica para o exercício da profissão de jornalista. Assinatura, profissão/atividade.
E-mails dos ministros:
Ministro Celso de Mellomcelso@stf.gov.br
Ministro Cézar Peluso carlak@stf.gov.br(e-mail da chefe de gabinete)
Ministro Gilmar Mendes mgilmar@stf.gov.br "
Leiam porque é importante! Que o MPU cumpra o que lhe cabe!
"Ministério Público Federal

Atuação

O Ministério Público Federal (MPF) faz parte do Ministério Público da União, que também, é composto pelo Ministério Público do Trabalho, pelo Ministério Público Militar e pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Juntos, o MPU e os ministérios públicos estaduais formam o Ministério Público brasileiro.

O Ministério Público não faz parte de nenhum dos três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. O MP possui autonomia na estrutura do Estado, não pode ser extinto ou ter as atribuições repassadas a outra instituição. Os procuradores e promotores têm a independência funcional assegurada pela Constituição. Assim, estão subordinados a um chefe apenas em termos administrativos, mas cada membro é livre para atuar segundo sua consciência e suas convicções, baseado na lei. Os procuradores e promotores podem tanto defender os cidadãos contra eventuais abusos e omissões do Poder Público quanto defender o patrimônio público contra ataques de particulares de má-fé.
E QUEM VAI NOS DEFENDER DO MINISTÉRIO PÚBLICO?
AH! TEM QUE FISCALIZAR O JUDICIÁRIO, É? E QUEM VAI FISCALIZAR O MINISTÉRIO PÚBLICO?

Cabe ao Ministério Público Federal defender os direitos sociais e individuais indisponíveis dos cidadãos perante o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, os tribunais regionais federais, os juízes federais e juízes eleitorais. O MPF atua nos casos federais, regulamentados pela Constituição e pelas leis federais, sempre que a questão envolver interesse público, seja em virtude das partes ou do assunto tratado. Também cabe ao MPF fiscalizar o cumprimento das leis editadas no país e daquelas decorrentes de tratados internacionais assinados pelo Brasil. Além disso, o Ministério Público Federal atua como guardião da democracia, assegurando o respeito aos princípios e normas que garantem a participação popular.
Observação: são indisponíveis os direitos dos quais a pessoa não pode abrir mão, como o direito à vida, à liberdade e à saúde. Por exemplo: o rim é da pessoa, mas ela não pode vendê-lo."
É DE CHORAR! DE SE SENTIR ENVERGONHADO!

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Bienal

Bienal:
Tanta coisa...Mas tirei poucas fotos...Sorry


Bela obra envolvendo relato e fotografia.


Adorei esta parte que faz referência a comioda, comer, culinária, ou seja, tudo que se refere ao ato. Muitooooooooo legal!

Galeria Olido é legal porque sextas, ao meio-dia, sempre se apresenta a Camerata da orquestra expermiental Repertório. Muito legal! Lá vocês também vão encontrar outras coisas para ver e fazer.

Recomendo o museu da Língua Portguesa, que é divino, muito legal! Mas não recomendo os frequentadores: mal educados, grosseiros, que não entendem que ali é um musal, não um boteco. Na frente, a Pinacoteca, sem contar coma Estação da Luz :), que é linda!

Se vocês estiverem afim de uma boa peça, vão ao Satyros. Fomos ver Inocência, do grupo que dá nome ao bar. A peça Inocência, da dramaturga alemã Dea Loher, mostra personagens que buscam a redenção por várias razões. A peça, a direção, a cenografia, os atores: tudo muito interessante, inteligente e bem resolvido. Custa R$25,00. Começa as 21:00, no teatro Satyros (que também é bar) e fica na Pça. Roosevelt, 214. Fica na frente da Igreja que esqueci o nome agora :)...Ah! Em tempo: a pça tem quse três horas de duração, mas está lonnngee de ser chata!

Para dançar: Ultralounge, The edge, the week.

Tudo isso tem site, viu?

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Lição


Eu estava retornando de Xanxerê com aquela sensação de trabalho cumprido, de tarefa realizada. Boa turma, final de disciplina. Como sempre, liguei o som do carro, um bom trance para relaxar... Próximo a Ponte Serrada tudo mudou.
De repente no meio da pista, uma senhora. Não sei a mágica que fazia para se manter em pé, mas permanecia ali, no meio da pista, na rodovia, entre os carros, se equilibrando. Os automóveis começaram a dar sinal de luz, naquele diálogo mudo dos motoristas avisando sobre o perigo.
Fiquei sem saber o que fazer...Por fim, fiz o retorno, liguei o alerta, e, no meio da pista, encostei na senhora para convencê-la a sair dali. Ela me olhou com aqueles olhos doloridos - e acabou-se a minha paz de espírito - E tentava me explicar, no idioma dos embriagados, que estava seguindo a linha, que se guiava pela faixa do meio da rodovia... Tentei fazê-la entender o perigo iminente e, finalmente, ela saiu da pista e foi para o acostamento.
Parei o carro ao lado daquela mulher de traços meio brancos, meio indígenas, meio negros, tão brasileiros. Abri o vidro do carro e perguntei se ela queria uma carona...E para onde ela ia. Onde deveria eu deixá-la? Aquilo, não sei, me pareceu depois, um rasgo de inocência absurda ou uma demonstração completamente involuntária de ignorância, de egolatria, de desacerto, de falta de humildade ou percepção. Como, para onde ela iria, quando os olhos dela já haviam me dito que nada possuia, que vivia a vida dos que que nada tinham a perder...?
Tentei dialogar, mas não conseguia respostas. As frases desconexas, o descompasso, o desequilibrio: tudo compunha um quadro desesperadamente triste e sórdido das mazelas humanas. Ali, ao meu alcance. Na minha frente.
Tentei novamente estabelecer uma conversa." _Onde a senhora mora? Pode me dizer?" Nas respostas dela murmúrios, desafetos, descontrole e destempero. Eu não conseguia, eu não sabia o que fazer...
Foi então que eu, diante de toda a minha impotência, falei para ela permanecer no acostamento, fiz a volta e retomei a estrada, observando pelo retrovisor se ela continuava em segurança no acostamento. Em mim amargava a impotência, a exiguidade, a meninice, o despreparo... Lá, me vi, esbofeteada pela realidade. A realidade dos brasileiros que seguem as linhas centrais das rodovias, as faixas, porque reconhecem ali o único caminho que podem seguir ou que pode guiá-los...
Continuei a viagem com a penosa e permanente sensação de que há muito, muito ainda por fazer.

terça-feira, 19 de setembro de 2006

quinta-feira, 14 de setembro de 2006

Pintura + Fotografia + Dangerous Muse + Pandora + Radiodocumentário + Clip da Drag Sahara (Gael García), no filme Má Educação, de Almodóvar

* Pintora, fotógrafa e especialista em manipulação fotográfica, a alemã Loretta Lux trabalha com a alteração de retratos, principalmente infantis, trabalhando concepções que vão de Boticelli à Balthus.



www.lorettaluz.de

* O dueto Dangerous Muse num ensaio lindo para a VOGUE




Quem quiser ouvir o que eles tocam :
http://myspace.com/dangerousmuse


- O site Pandora tem uma proposta bem interessante. É uma rádio virtual que funciona assim: vocês escolhe a cantora ou banda, whatever, e o site cria uma rádio temática para você, com músicas que partilham as características da primeira escolha.

http://www.pandora.com/


- Para quem curte rádio, a dica é o site da Bravo que disponibilizou entrevistas do acervo da Rádio MEC. Tem Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, ...

www.bravoonline.com.br

- Quando eu ficar velhinha quero estar produzindo como Agnès Varda, na ativa aos 78!
Ela é uma cineasta franco-belga, precursora da Nouvelle Vague, o movimento francês que eclodiu no início dos anos 60 e tem Jean-Luc Goddard e François Truffaut como seus mais conhecidos representantes.

A cena é do filme "Ydessa, os ursos e etc."

- Quem se interessa por radiodocumentário (Serginho, essa é para você!) dê uma passada por lá:

http://jornal.metodista.br/radio/documentarios.htm

http://66.94.231.168/search/cache?p=radiodocument%C3%A1rio&ei=UTF-8&meta=all%3D1&fl=0&all=1&fr=FP-tab-web-t340&u=www.radiobras.gov.br/materia_i_2004.php%3Fmateria%3D208854%26q%3D1%26editoria%3D&w=radiodocumentario&d=W_dT7SQ8NSjK&icp=1&.intl=br

http://64.233.187.104/search?q=cache:xSxn0ya9dXkJ:www.radio.ufsc.br/esp.html+%22radiodocument%C3%A1rio%22&hl=pt-BR&gl=br&ct=clnk&cd=32

terça-feira, 15 de agosto de 2006

Café da Manhã com Plutão + Fado no clip


Café da Manhã com Plutão, de Neil Jordan, o mesmo diretor do premiado Traídos pelo Desejo.

"O longa conta a vida excêntrica de um certo Patrick "Kitten" Braden, travesti desatento que se envolve com o Exército Republicano Irlandês (IRA) enquanto procura sua mãe, com quem perdera contato anos antes.
Abandonado por sua mãe quando era bebê, Kitten passa sua adolescência experimentando os vestidos de sua meia-irmã e escandalizando seu pequeno povoado irlandês de várias outras maneiras.
Quando atinge a idade necessária para poder pedir carona, ele parte numa busca para encontrar sua mãe e, nesse percurso, topa com uma sequência de personagens bizarros e interessantes, começando por Billy Rock (Gavin Friday), vocalista de uma banda de rockabilly que incorpora maquiagem espalhafatosa e temas de faroeste. Kitten se envolve romanticamente com Billy." http://cinema.uol.com.br/ultnot/2006/08/10/ult26u22131.jhtm