Arte: música, cinema, literatura, design, arquitetura, fotografia, culinária, pintura, reflexão, moda, dança, escultura, perfumaria, sexualidade, teatro, liberdade, educação ...
terça-feira, 10 de abril de 2007
Me falaram que estava meio deprimente entrar no blog, então...
O blog está meio parado porque estou postando tudo que eu acho interassante no blog da coordenação de JOrnalismo, ok? Apareçam por lá:
http://www.comunicacao-jor.blogspot.com
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Como alguém consegue permitir isso? Como o mundo consegue viver com isso?

Outro dia eu estava vendo um desfile de moda. Fazia bastante tempo que eu não prestava atenção na passarela. No entanto, quando eu resolvi prestar, foi somente para ficar desconcertada. O que faz essas meninas desejarem tanto parecerem seviciadas, famintas, decrépitas, doentes, abusadas, ultrajadas, oprimidas, molestadas,infelizes ...? E quem, em sã consciência, daria um emprego a pessoas doentes assim, premiando a loucura e punindo o saudável?

Seria fácil culpar o mundo da moda. Seria fácil culpar a sociedade. Como se a Sociedade fosse um monstro, um ciclope, um minotauro, que nos persegue nos labirintos na nossa insandecida vivência, e que age sem a nossa participação. Como se fosse um flagelo, uma ação da natureza, que não temos como controlar. A sociedade é apenas um nome, um substantivo, e feminino, onde escondemos as nossas pequenas, médias e grandes falhas no meio das desgraças promovidas pela degeneração da raça humana, para que assim, não nos sintamos tão covardes, tão frouxos. Sim, somos culpados. Não podemos ter a indulgência para conosco que não temos para com os demais viventes.

Permitimos dois opostos tão mesquinhos, sem propósito, desprezíveis, conviverem no mesmo mundo, na mesma era, tão semelhantes, tão ambíguos, tão distantes e tão desprovidos de significado quando colocados lado a lado.
A fome de paz, de misericórdia, de tolerância, de humanidade, de pão.
O excesso de ignorância, de cobrança , de modelos inimitáveis, de falácia, de brutalidade.
A abjeta ausência de respeito.
A redundância do funesto.
A anorexia e a desnutrição de quem não tem opção.




Ver um desfile de moda é ultrajante neste sentido. Assistir o jornal noturno na TV é uma afronta. Duas realidades tão próximas e tão distantes. De um lado a desnutrição de quem escolhe se ver raquítico porque a Sociedade clama pelo corpo doente, que é lido, por este mundo disléxico, como belo (?). Logo o belo que pode ser expressado de tantas maneiras, de formas tão diversas e tão mais saudáveis e interessantes...O belo, que é ocidental, oriental, de cores tão variadas, de tamanhos imensuráveis, de possiblidadades infinitas, foi transformado num libelo pela padronização e pelo adoecimento auto-infligido.

Do outro lado, a existência de quem não escolhe ser raquítico, mas se vê desprovido da humanidade porque...Por quê? Por que? Por qualquer razão...Pela cor, pelo nome, pela religião, pela forma de viver a sexualidade, ...

Mas o que fazemos com tudo isso? Enquanto formos reféns dos desejos mórbidos vendidos por essa sociedade de massa horrenda, essa máquina de moer gente, de massacrar a diversidade, veremos toda essa desumanidade com a naturalidade dos cínicos e seremos hipócritas e tolerantes até que ela nos alcance...Seja no momento que alguém próximo começar a viver a agonia da anorexia, seja porque a providência divina resolveu nos testar com a fome na doença ou na guerra.

Sejamos mais sensíveis, mais humanos, mais inteligentes, mais cuidadosos, mais coerentes... O que nós estamos fazendo da sociedade? O que estamos fazendo conosco? E com os demais?
A liberdade de ser está na reflexão e na ação.
quarta-feira, 22 de novembro de 2006
Unidos em favor do Jornalimo e contra um Ministério Público que age contra a Sociedade Brasileira
É ridículo ter que ficar dizendo que se é jornalista por formação! Alguém pergunta se um médico é médico por formação? E um advogado? Um engenheiro? É diferente? Por quê? Médico mata, se mal formado. Advogado também (de ódio e desespero) Engenheiro? Soterrado! Jornalista? Mata de vergonha quando é analfabeto e se acha profissional; quando denuncia sem prova; quando denigre a imagem de alguém que nunca mais se recupera (vide Escola Base!); quando acha que para saber escrever para rádio, TV, jornal, internet, para fazer assessoria, para entender a sociedade e a comunicação basta ler meia dúzia de livrinhos e ter a famosa e burra "prática"! POR FAVOR, MAIS RESPEITO!
"Jornalistas protestam contra decisão do STF e deflagram nova campanha em defesa da regulamentação
O Supremo Tribunal Federal confirmou a liminar que permite o exercício do jornalismo por precários que vinham trabalhando apesar da decisão do TRF-3ª Região que, em outubro de 2005, resgatou a obrigatoriedade da formação para o registro profissional de jornalista. A decisão da Segunda Turma do STF foi anunciada na noite desta terça-feira e imediatamente, a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas deflagraram a nova campanha que estavam preparando em defesa da regulamentação profissional, que tem a obrigatoriedade do diploma como um dos seus principais pilares.
O Ministério Público Federal (MPF) faz parte do Ministério Público da União, que também, é composto pelo Ministério Público do Trabalho, pelo Ministério Público Militar e pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Juntos, o MPU e os ministérios públicos estaduais formam o Ministério Público brasileiro.
O Ministério Público não faz parte de nenhum dos três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. O MP possui autonomia na estrutura do Estado, não pode ser extinto ou ter as atribuições repassadas a outra instituição. Os procuradores e promotores têm a independência funcional assegurada pela Constituição. Assim, estão subordinados a um chefe apenas em termos administrativos, mas cada membro é livre para atuar segundo sua consciência e suas convicções, baseado na lei. Os procuradores e promotores podem tanto defender os cidadãos contra eventuais abusos e omissões do Poder Público quanto defender o patrimônio público contra ataques de particulares de má-fé.
Cabe ao Ministério Público Federal defender os direitos sociais e individuais indisponíveis dos cidadãos perante o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, os tribunais regionais federais, os juízes federais e juízes eleitorais. O MPF atua nos casos federais, regulamentados pela Constituição e pelas leis federais, sempre que a questão envolver interesse público, seja em virtude das partes ou do assunto tratado. Também cabe ao MPF fiscalizar o cumprimento das leis editadas no país e daquelas decorrentes de tratados internacionais assinados pelo Brasil. Além disso, o Ministério Público Federal atua como guardião da democracia, assegurando o respeito aos princípios e normas que garantem a participação popular.
Observação: são indisponíveis os direitos dos quais a pessoa não pode abrir mão, como o direito à vida, à liberdade e à saúde. Por exemplo: o rim é da pessoa, mas ela não pode vendê-lo."
quarta-feira, 1 de novembro de 2006
Bienal
Adorei esta parte que faz referência a comioda, comer, culinária, ou seja, tudo que se refere ao ato. Muitooooooooo legal!
Galeria Olido é legal porque sextas, ao meio-dia, sempre se apresenta a Camerata da orquestra expermiental Repertório. Muito legal! Lá vocês também vão encontrar outras coisas para ver e fazer.
Recomendo o museu da Língua Portguesa, que é divino, muito legal! Mas não recomendo os frequentadores: mal educados, grosseiros, que não entendem que ali é um musal, não um boteco. Na frente, a Pinacoteca, sem contar coma Estação da Luz :), que é linda!
Se vocês estiverem afim de uma boa peça, vão ao Satyros. Fomos ver Inocência, do grupo que dá nome ao bar. A peça Inocência, da dramaturga alemã Dea Loher, mostra personagens que buscam a redenção por várias razões. A peça, a direção, a cenografia, os atores: tudo muito interessante, inteligente e bem resolvido. Custa R$25,00. Começa as 21:00, no teatro Satyros (que também é bar) e fica na Pça. Roosevelt, 214. Fica na frente da Igreja que esqueci o nome agora :)...Ah! Em tempo: a pça tem quse três horas de duração, mas está lonnngee de ser chata!
Para dançar: Ultralounge, The edge, the week.
Tudo isso tem site, viu?
quarta-feira, 18 de outubro de 2006
Lição

De repente no meio da pista, uma senhora. Não sei a mágica que fazia para se manter em pé, mas permanecia ali, no meio da pista, na rodovia, entre os carros, se equilibrando. Os automóveis começaram a dar sinal de luz, naquele diálogo mudo dos motoristas avisando sobre o perigo.
Parei o carro ao lado daquela mulher de traços meio brancos, meio indígenas, meio negros, tão brasileiros. Abri o vidro do carro e perguntei se ela queria uma carona...E para onde ela ia. Onde deveria eu deixá-la? Aquilo, não sei, me pareceu depois, um rasgo de inocência absurda ou uma demonstração completamente involuntária de ignorância, de egolatria, de desacerto, de falta de humildade ou percepção. Como, para onde ela iria, quando os olhos dela já haviam me dito que nada possuia, que vivia a vida dos que que nada tinham a perder...?
Tentei dialogar, mas não conseguia respostas. As frases desconexas, o descompasso, o desequilibrio: tudo compunha um quadro desesperadamente triste e sórdido das mazelas humanas. Ali, ao meu alcance. Na minha frente.
Tentei novamente estabelecer uma conversa." _Onde a senhora mora? Pode me dizer?" Nas respostas dela murmúrios, desafetos, descontrole e destempero. Eu não conseguia, eu não sabia o que fazer...
Foi então que eu, diante de toda a minha impotência, falei para ela permanecer no acostamento, fiz a volta e retomei a estrada, observando pelo retrovisor se ela continuava em segurança no acostamento. Em mim amargava a impotência, a exiguidade, a meninice, o despreparo... Lá, me vi, esbofeteada pela realidade. A realidade dos brasileiros que seguem as linhas centrais das rodovias, as faixas, porque reconhecem ali o único caminho que podem seguir ou que pode guiá-los...
Continuei a viagem com a penosa e permanente sensação de que há muito, muito ainda por fazer.
terça-feira, 19 de setembro de 2006
quinta-feira, 14 de setembro de 2006
Pintura + Fotografia + Dangerous Muse + Pandora + Radiodocumentário + Clip da Drag Sahara (Gael García), no filme Má Educação, de Almodóvar


www.lorettaluz.de
* O dueto Dangerous Muse num ensaio lindo para a VOGUE

Quem quiser ouvir o que eles tocam : http://myspace.com/dangerousmuse
- O site Pandora tem uma proposta bem interessante. É uma rádio virtual que funciona assim: vocês escolhe a cantora ou banda, whatever, e o site cria uma rádio temática para você, com músicas que partilham as características da primeira escolha.
http://www.pandora.com/
- Para quem curte rádio, a dica é o site da Bravo que disponibilizou entrevistas do acervo da Rádio MEC. Tem Carlos Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, ...
www.bravoonline.com.br
- Quando eu ficar velhinha quero estar produzindo como Agnès Varda, na ativa aos 78! 
Ela é uma cineasta franco-belga, precursora da Nouvelle Vague, o movimento francês que eclodiu no início dos anos 60 e tem Jean-Luc Goddard e François Truffaut como seus mais conhecidos representantes.
A cena é do filme "Ydessa, os ursos e etc."
- Quem se interessa por radiodocumentário (Serginho, essa é para você!) dê uma passada por lá:
http://jornal.metodista.br/radio/documentarios.htm





