quinta-feira, 3 de maio de 2007

Tempos de Hospital

1º Encontro Internacional de Música no Cinema em São Paulo...
www.musicaemcena.com.br

Gustavo Santaolla (Brodback Mountain)
Ennio Morricone (Os Intocáveis)
Lisbeth Scott (Crônicas de Nárnia)
Gabriel Yared (Cold Mountain)

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Jornalismo de Ação

Hunter Thompson é o inventor do Jornalismo Gonzo*. A BBC produziu um doc em 1978 sobre esta incrível figura em 1978. Quer ver? Digite "Fear an Lothing in Gonzovision" http://video.google.com.br


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Antes de você ir a um museu ou a uma exposição artística e cometer o pecado da ignorância dizendo aquela célebre frase dos manés, "_AHHHH! Até eu faria isso!", pense no seguinte: arte é proposta. Você até, relamente, evetualmente, muito figurativamente, poderia criar algo como aquilo/isso, mas você conseguiria pensar/projetar/refletir sobre aquilo/isso?

O projeto da artista australiana Justine Cooper é muito interessante. Ela lançou o Havidol. o pseud-remédio criado pela artista possui uma grande campanha publicitária com vídeos, site, depoimentos... O interesse é estudar a reação do público diante do lançamento de mais uma droga para combater a ansiedade.

www.havidol.com

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O cara é multi: designer, arquiteto, trabalhador artístico. O japonês Yugo Nakamura é bom nisso tudo... Visite o site dele e confira:

www.yougop.com

Guerra e faces

A fotógrafa Suzanne Opton produziu um conjunto de 90 imagens de soldados que estiveram no Iraque e que já foram expostas, cercadas de elogios, em galerias de muitos países. São olhos que muito dizem:

www.suzanneopton.com



PS: Por que o corte na altura do pescoço? Façam uma reflexão sobre as imagens...

Recomendo para meus alunos do Design. Folheei e achei o máximo:
"Objetos de Desejo".

O livro faz uma refalexão sobre as mudanças que o Design de produto vem sofrendo desde 1750! Muito legal!

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Site muito interessante. São banheiros, quartos, salas e varandas de residências super-comuns de gente muito normal (as vezes com muito bom gosto, outras nem tanto...)O pessoal cadastrado abastece o site.




Por que um trio de finlandeses resolveu criar a página? "Hoje, em qualquer canto do planeta OS ESPAÇOS PÚBLICOS dr assemelham muito. POr isso, quem quiser registrar o que há de único em cada CULTURA, terá que ESPIAR DENTRO E NÃO FORA DE CASA.", foi a resposta. E viva a diversidade.

http://www.normalroom.com/


Reflexão


Quando ouvi que havia acontecido um novo massacre numa universidade americana, no caso,a Virginia Tech, fiquei pensando: "_ Tomara que o assassino seja um norte- americano..." Não... Não que eu quisesse alguém morto.... Não, absolutamente.
O problema é a xenofobia, o ódio ao diferente, a intolerância crescente... Se o assassino fosse um americano, ele seria considerado, apenas "mais um" desequilibrado.No entanto, ele é "estrangeiro", um "alien" (como muitos norte-americanos nominam os imigrantes ou estrangeiros (e vocês lembram do filme Alien...), então ele não é considerado somente "mais um desequilibrado", ele é um "china-desequilibrado"...
Os tempos de crise ética, de conservadorismo crescente, de intolerância, de falta de solidariedade, me fazem lembrar sempre o mestre Foucault e tantos outros pensadores que discutem o poder punitivo e normatizador do Estado e das Igrejas, da religão. essas coisas me deixem em estado de alerta.
Bem, realmente o menino era desequilibrado, mas é interessante observar que ele era vítima das mesmas "agressões" que também podem ter movido outros jovens assassinos, os do massacre em Columbine. Os dois jovens que promoveram o assassinato de 12 alunos e de um professor dentro de um colégio,e depois cometeram suicídio também sofriam o bulliyng. Eram ignorados, eram os perdedores, eram humilhados... Isso faz alguém se tornar um assassino? Talvez a melhor resposta seja: um redundante talvez ou um convencido também.
Essa conjunções me fizeram lembrar de um filme de 1995, chamado Higher Learning, que recebeu o título de "Duro Aprendizado", no Brasil. O enredo se passa em uma universidade americana, onde alunos de diferentes origens dividem os quartos mas se isolam em grupos. Kristen (Kristy Swanson) é uma jovem de classe média que, depois de um incidente com o namorado, acaba se aproximando de Taryn (Jennifer Connelly, "De Amor e de Sombras"), uma homossexual assumida. Malik (Omar Epps), é um estudante afrodescedente que recebeu uma bolsa de estudos pelo que faz de melhor, correr. Remy (Michael Rapaport, de "Poderosa Afrodite") é um rapaz do interior, sem dinheiro e sem "jogo de cintura" que, quando não "é" invisível, vira motivo de chacota para os colegas. Remy é então "adotado" por grupo neonazista. Com estes ingredientes o diretor John Singleton ("Os Donos da Rua") aborda temas tão polêmicos quanto contemporâneos como racismo, ideologia, sexualidade e poder ecônomico.
O filme é de 1995/96.
Estamos em 2007...

Dona Rita, aqui está o endereço:



POP ART + SITES +
Expontente da pop art , Andy Warhol, deveria ser um cara muito legal de "trocar umas idéias"...Mudando de casa, Warhol começou a pensar sobre o ato de guardar coisas em caixas de papelão ( a maioria dos terrestre nem pensa sobre isso :) ...Por isso, até a morte, Andy guardou fotos, vídeos, objetos pessoais, recortes variados e tudo o mais que ele achasse interessante. Essas "cápsulas do tempo", em número de 600, guardam, segundo Warhol, um painel da sociedade de abundância material em que vivemos, e nos apresentam para os viventes futuros .
A Fundação do artista disponibilizou a caixa de número 21.
Warhol morreu em 1987, mas continua repartindo conosco as idéias de quem vê com olhos de artista.
imperdível!
http://www.warhol.org/
http://www.warhol.org/tc21/"



Sarah, aquela situação que conversamos:

Eu estava retornando de Xanxerê com aquela sensação de trabalho cumprido, de tarefa realizada. Boa turma, final de disciplina. Como sempre, liguei o som do carro, um bom techno para relaxar... Próximo a ponte Serrada tudo mudou.
De repente no meio da pista, uma senhora. Não sei a mágica que fazia para se manter em pé, mas permanecia ali, no meio da pista, na rodovia, entre os carros, se equilibrando. Os automóveis começaram a dar sinal de luz, naquele diálogo mudo dos motoristas avisando sobre o perigo.
Fiquei sem saber o que fazer...Por fim, fiz o retorno, liguei o alerta, e, no meio da pista, encostei na senhora para convencê-la a sair dali. Ela me olhou com aqueles olhos doloridos - e acabou-se a minha paz de espírito - E tentava me explicar, no idioma dos embriagados, que estava seguindo a linha, que se guiava pela faixa do meio da rodovia... Tentei fazê-la entender o perigo iminente e, finalmente, ela saiu da pista e foi para o acostamento.



Parei o carro ao lado daquela mulher de traços meio brancos, meio indígenas, meio negros, tão brasileiros. Abri o vidro do carro e perguntei se ela queria uma carona...E para onde ela ia. Onde deveria eu deixá-la? Aquilo, não sei, me pareceu depois, um rasgo de inocência absurda ou uma demonstração completamente involuntária de ignorância, de egolatria, de desacerto, de falta de humildade ou percepção. Como, para onde ela iria, quando os olhos dela já haviam me dito que nada possuia, que vivia a vida dos que que nada tinham a perder...?
Tentei dialogar, mas não conseguia respostas. As frases desconexas, o descompasso, o desequilibrio: tudo compunha um quadro desesperadamente triste e sórdido das mazelas humanas. Ali, ao meu alcance. Na minha frente.
Tentei novamente estabelecer uma conversa." _Onde a senhora mora? Pode me dizer?" Nas respostas dela murmúrios, desafetos, descontrole e destempero. Eu não conseguia, eu não sabia o que fazer...
Foi então que eu, diante de toda a minha impotência, falei para ela permanecer no acostamento, fiz a volta e retomei a estrada, observando pelo retrovisor se ela continuava em segurança no acostamento. Em mim amargava a impotência, a exiguidade, a meninice, o despreparo... Lá, me vi, esbofeteada pela realidade. A realidade dos brasileiros que seguem as linhas centrais das rodovias, as faixas, porque reconhecem ali o único caminho que podem seguir ou que pode guiá-los...
Continuei a viagem com a penosa e permanente sensação de que há muito, muito ainda por fazer.

terça-feira, 10 de abril de 2007

Me falaram que estava meio deprimente entrar no blog, então...

Aviso:

O blog está meio parado porque estou postando tudo que eu acho interassante no blog da coordenação de JOrnalismo, ok? Apareçam por lá:

http://www.comunicacao-jor.blogspot.com

terça-feira, 12 de dezembro de 2006

Como alguém consegue permitir isso? Como o mundo consegue viver com isso?


Outro dia eu estava vendo um desfile de moda. Fazia bastante tempo que eu não prestava atenção na passarela. No entanto, quando eu resolvi prestar, foi somente para ficar desconcertada. O que faz essas meninas desejarem tanto parecerem seviciadas, famintas, decrépitas, doentes, abusadas, ultrajadas, oprimidas, molestadas,infelizes ...? E quem, em sã consciência, daria um emprego a pessoas doentes assim, premiando a loucura e punindo o saudável?


Seria fácil culpar o mundo da moda. Seria fácil culpar a sociedade. Como se a Sociedade fosse um monstro, um ciclope, um minotauro, que nos persegue nos labirintos na nossa insandecida vivência, e que age sem a nossa participação. Como se fosse um flagelo, uma ação da natureza, que não temos como controlar. A sociedade é apenas um nome, um substantivo, e feminino, onde escondemos as nossas pequenas, médias e grandes falhas no meio das desgraças promovidas pela degeneração da raça humana, para que assim, não nos sintamos tão covardes, tão frouxos. Sim, somos culpados. Não podemos ter a indulgência para conosco que não temos para com os demais viventes.


Permitimos dois opostos tão mesquinhos, sem propósito, desprezíveis, conviverem no mesmo mundo, na mesma era, tão semelhantes, tão ambíguos, tão distantes e tão desprovidos de significado quando colocados lado a lado.
A fome de paz, de misericórdia, de tolerância, de humanidade, de pão.
O excesso de ignorância, de cobrança , de modelos inimitáveis, de falácia, de brutalidade.

A abjeta ausência de respeito.
A redundância do funesto.
A anorexia e a desnutrição de quem não tem opção.




Ver um desfile de moda é ultrajante neste sentido. Assistir o jornal noturno na TV é uma afronta. Duas realidades tão próximas e tão distantes. De um lado a desnutrição de quem escolhe se ver raquítico porque a Sociedade clama pelo corpo doente, que é lido, por este mundo disléxico, como belo (?). Logo o belo que pode ser expressado de tantas maneiras, de formas tão diversas e tão mais saudáveis e interessantes...O belo, que é ocidental, oriental, de cores tão variadas, de tamanhos imensuráveis, de possiblidadades infinitas, foi transformado num libelo pela padronização e pelo adoecimento auto-infligido.

Do outro lado, a existência de quem não escolhe ser raquítico, mas se vê desprovido da humanidade porque...Por quê? Por que? Por qualquer razão...Pela cor, pelo nome, pela religião, pela forma de viver a sexualidade, ...

Mas o que fazemos com tudo isso? Enquanto formos reféns dos desejos mórbidos vendidos por essa sociedade de massa horrenda, essa máquina de moer gente, de massacrar a diversidade, veremos toda essa desumanidade com a naturalidade dos cínicos e seremos hipócritas e tolerantes até que ela nos alcance...Seja no momento que alguém próximo começar a viver a agonia da anorexia, seja porque a providência divina resolveu nos testar com a fome na doença ou na guerra.

Sejamos mais sensíveis, mais humanos, mais inteligentes, mais cuidadosos, mais coerentes... O que nós estamos fazendo da sociedade? O que estamos fazendo conosco? E com os demais?

A liberdade de ser está na reflexão e na ação.

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

Unidos em favor do Jornalimo e contra um Ministério Público que age contra a Sociedade Brasileira

É ridículo ter que ficar dizendo que se é jornalista por formação! Alguém pergunta se um médico é médico por formação? E um advogado? Um engenheiro? É diferente? Por quê? Médico mata, se mal formado. Advogado também (de ódio e desespero) Engenheiro? Soterrado! Jornalista? Mata de vergonha quando é analfabeto e se acha profissional; quando denuncia sem prova; quando denigre a imagem de alguém que nunca mais se recupera (vide Escola Base!); quando acha que para saber escrever para rádio, TV, jornal, internet, para fazer assessoria, para entender a sociedade e a comunicação basta ler meia dúzia de livrinhos e ter a famosa e burra "prática"!

POR FAVOR, MAIS RESPEITO!

E manifestem-se!

"Jornalistas protestam contra decisão do STF e deflagram nova campanha em defesa da regulamentação

O Supremo Tribunal Federal confirmou a liminar que permite o exercício do jornalismo por precários que vinham trabalhando apesar da decisão do TRF-3ª Região que, em outubro de 2005, resgatou a obrigatoriedade da formação para o registro profissional de jornalista. A decisão da Segunda Turma do STF foi anunciada na noite desta terça-feira e imediatamente, a FENAJ e os Sindicatos de Jornalistas deflagraram a nova campanha que estavam preparando em defesa da regulamentação profissional, que tem a obrigatoriedade do diploma como um dos seus principais pilares.
A FENAJ e os Sindicatos orientam os profissionais, professores e estudantes de jornalismo a enviarem mensagens aos ministros do STF. As mensagens protestam contra a decisão e já reivindicam a revogação da Ação Cautelar que tem efeito liminar. A decisão de referendar a liminar, concedida na semana passada, pelo ministro Gilmar Mendes, na Ação Cautelar 1406, foi tomada na tarde desta terça-feira (21/11). Se não for revogada, ela tem validade até o julgamento final de um recurso extraordinário, também pelo STF, no qual se discute a exigência do diploma ou registro para exercer a atividade jornalística.
O advogado da FENAJ neste processo, João Piza, recebeu com tranqüilidade a decisão da Segunda Turma do STF. Ele explicou que aconteceu o esperado, pois o referendo é um procedimento de praxe, ressaltando que não se trata de manifestação em torno do mérito da Ação Cautelar. “Agora vamos buscar a revogação desta Cautelar e tenho a certeza que, no mérito, os jornalistas serão novamente vitoriosos”, sustentou Piza.
O Presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade, também ressaltou que esta cautelar só é válida para aqueles que, após um ano da decisão do TRF-3ª Região, continuam desrespeitando a Justiça, exercendo ilegalmente a profissão. Murillo convocou todos os jornalistas e estudantes a se integrarem à campanha em defesa da regulamentação.“Já vencemos na Justiça Federal, no STJ, e venceremos no Supremo porque, mais uma vez, a categoria vai mostrar sua força mobilizadora e a sociedade apoiará nossa luta por um jornalismo mais qualificado e ético”, afirmou o presidente da FENAJ.A
Federação também estranha que tenha sido o Procurador Geral da República a propor esta Ação Cautelar solicitando o efeito suspensivo da nossa histórica vitória no TRF-3ª Região, que acabou com os registros precários e declarou a constitucionalidade da exigência do diploma. “Agindo desta forma, o Ministério Público transformou-se num instrumento a serviço dos interesses das grandes empresas de comunicação. Infelizmente não encontramos a mesma agilidade do MP no combate às diferentes formas de precarização do trabalho dos jornalistas, especialmente a pejotização”, reclamou Murillo.A nova campanha deflagrada pela FENAJ e Sindicatos, além das mensagens ao ministros do STF, nos próximos dias vai contar com atos públicos em todos os estados. Já estão marcadas manifestações no Rio Grande do Sul (sábado, dia 25), Rio de Janeiro(segunda-feira, dia 27), em Santa Catarina(também na segunda, 27/11) e em Juiz de Fora (quinta-feira, 30/11). E este é recém o início desta nova fase da luta dos jornalistas brasileiros pela valorização da profissão e do jornalismo. A FENAJ lembra que em relação ao diploma, por exemplo, ainda é preciso assegurar mais uma vitória que com certeza também virá: a do julgamento do mérito da ação principal desta questão, que igualmente tramita no Supremo e teve origem na justiça de São Paulo, por iniciativa dos empresários de rádio e tv e do Ministério Público Federal.Abaixo, os endereços dos ministros que integram a Segunda Turma do STF, para o envio das mensagens, e a sugestão de texto. Tanto jornalistas, professores e estudantes como cidadãos que querem um jornalismo mais qualificado e responsável podem participar da campanha.Sr. Ministro:Nós, jornalistas, professores e estudantes de jornalismo e cidadãos brasileiros, preocupados com a qualidade, a responsabilidade e a ética da informação, manifestamos nosso protesto contra a decisão a decisão da Segunda Turma do STF que referendou a liminar concedida na Ação Cautelar (AC) 1406. Esta cautelar permite o exercício do jornalismo por pessoas sem a habilitação necessária, trazendo sérios prejuízos à organização de uma categoria profissional integrada por mais de 60 mil jornalistas e representa uma séria ameaça à qualidade da informação levada diariamente à sociedade brasileira. Em defesa da liberdade de expressão, da liberdade de imprensa e por um jornalismo ético, qualificado e ciente de suas responsabilidades sociais, reivindicamos a imediata revogação desta liminar em coerência com outras decisões de várias instâncias que reafirmam a constitucionalidade da exigência do diploma e da formação específica para o exercício da profissão de jornalista. Assinatura, profissão/atividade.
E-mails dos ministros:
Ministro Celso de Mellomcelso@stf.gov.br
Ministro Cézar Peluso carlak@stf.gov.br(e-mail da chefe de gabinete)
Ministro Gilmar Mendes mgilmar@stf.gov.br "
Leiam porque é importante! Que o MPU cumpra o que lhe cabe!
"Ministério Público Federal

Atuação

O Ministério Público Federal (MPF) faz parte do Ministério Público da União, que também, é composto pelo Ministério Público do Trabalho, pelo Ministério Público Militar e pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). Juntos, o MPU e os ministérios públicos estaduais formam o Ministério Público brasileiro.

O Ministério Público não faz parte de nenhum dos três Poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário. O MP possui autonomia na estrutura do Estado, não pode ser extinto ou ter as atribuições repassadas a outra instituição. Os procuradores e promotores têm a independência funcional assegurada pela Constituição. Assim, estão subordinados a um chefe apenas em termos administrativos, mas cada membro é livre para atuar segundo sua consciência e suas convicções, baseado na lei. Os procuradores e promotores podem tanto defender os cidadãos contra eventuais abusos e omissões do Poder Público quanto defender o patrimônio público contra ataques de particulares de má-fé.
E QUEM VAI NOS DEFENDER DO MINISTÉRIO PÚBLICO?
AH! TEM QUE FISCALIZAR O JUDICIÁRIO, É? E QUEM VAI FISCALIZAR O MINISTÉRIO PÚBLICO?

Cabe ao Ministério Público Federal defender os direitos sociais e individuais indisponíveis dos cidadãos perante o Supremo Tribunal Federal, o Superior Tribunal de Justiça, os tribunais regionais federais, os juízes federais e juízes eleitorais. O MPF atua nos casos federais, regulamentados pela Constituição e pelas leis federais, sempre que a questão envolver interesse público, seja em virtude das partes ou do assunto tratado. Também cabe ao MPF fiscalizar o cumprimento das leis editadas no país e daquelas decorrentes de tratados internacionais assinados pelo Brasil. Além disso, o Ministério Público Federal atua como guardião da democracia, assegurando o respeito aos princípios e normas que garantem a participação popular.
Observação: são indisponíveis os direitos dos quais a pessoa não pode abrir mão, como o direito à vida, à liberdade e à saúde. Por exemplo: o rim é da pessoa, mas ela não pode vendê-lo."
É DE CHORAR! DE SE SENTIR ENVERGONHADO!

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Bienal

Bienal:
Tanta coisa...Mas tirei poucas fotos...Sorry


Bela obra envolvendo relato e fotografia.


Adorei esta parte que faz referência a comioda, comer, culinária, ou seja, tudo que se refere ao ato. Muitooooooooo legal!

Galeria Olido é legal porque sextas, ao meio-dia, sempre se apresenta a Camerata da orquestra expermiental Repertório. Muito legal! Lá vocês também vão encontrar outras coisas para ver e fazer.

Recomendo o museu da Língua Portguesa, que é divino, muito legal! Mas não recomendo os frequentadores: mal educados, grosseiros, que não entendem que ali é um musal, não um boteco. Na frente, a Pinacoteca, sem contar coma Estação da Luz :), que é linda!

Se vocês estiverem afim de uma boa peça, vão ao Satyros. Fomos ver Inocência, do grupo que dá nome ao bar. A peça Inocência, da dramaturga alemã Dea Loher, mostra personagens que buscam a redenção por várias razões. A peça, a direção, a cenografia, os atores: tudo muito interessante, inteligente e bem resolvido. Custa R$25,00. Começa as 21:00, no teatro Satyros (que também é bar) e fica na Pça. Roosevelt, 214. Fica na frente da Igreja que esqueci o nome agora :)...Ah! Em tempo: a pça tem quse três horas de duração, mas está lonnngee de ser chata!

Para dançar: Ultralounge, The edge, the week.

Tudo isso tem site, viu?

quarta-feira, 18 de outubro de 2006

Lição


Eu estava retornando de Xanxerê com aquela sensação de trabalho cumprido, de tarefa realizada. Boa turma, final de disciplina. Como sempre, liguei o som do carro, um bom trance para relaxar... Próximo a Ponte Serrada tudo mudou.
De repente no meio da pista, uma senhora. Não sei a mágica que fazia para se manter em pé, mas permanecia ali, no meio da pista, na rodovia, entre os carros, se equilibrando. Os automóveis começaram a dar sinal de luz, naquele diálogo mudo dos motoristas avisando sobre o perigo.
Fiquei sem saber o que fazer...Por fim, fiz o retorno, liguei o alerta, e, no meio da pista, encostei na senhora para convencê-la a sair dali. Ela me olhou com aqueles olhos doloridos - e acabou-se a minha paz de espírito - E tentava me explicar, no idioma dos embriagados, que estava seguindo a linha, que se guiava pela faixa do meio da rodovia... Tentei fazê-la entender o perigo iminente e, finalmente, ela saiu da pista e foi para o acostamento.
Parei o carro ao lado daquela mulher de traços meio brancos, meio indígenas, meio negros, tão brasileiros. Abri o vidro do carro e perguntei se ela queria uma carona...E para onde ela ia. Onde deveria eu deixá-la? Aquilo, não sei, me pareceu depois, um rasgo de inocência absurda ou uma demonstração completamente involuntária de ignorância, de egolatria, de desacerto, de falta de humildade ou percepção. Como, para onde ela iria, quando os olhos dela já haviam me dito que nada possuia, que vivia a vida dos que que nada tinham a perder...?
Tentei dialogar, mas não conseguia respostas. As frases desconexas, o descompasso, o desequilibrio: tudo compunha um quadro desesperadamente triste e sórdido das mazelas humanas. Ali, ao meu alcance. Na minha frente.
Tentei novamente estabelecer uma conversa." _Onde a senhora mora? Pode me dizer?" Nas respostas dela murmúrios, desafetos, descontrole e destempero. Eu não conseguia, eu não sabia o que fazer...
Foi então que eu, diante de toda a minha impotência, falei para ela permanecer no acostamento, fiz a volta e retomei a estrada, observando pelo retrovisor se ela continuava em segurança no acostamento. Em mim amargava a impotência, a exiguidade, a meninice, o despreparo... Lá, me vi, esbofeteada pela realidade. A realidade dos brasileiros que seguem as linhas centrais das rodovias, as faixas, porque reconhecem ali o único caminho que podem seguir ou que pode guiá-los...
Continuei a viagem com a penosa e permanente sensação de que há muito, muito ainda por fazer.