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Arte: música, cinema, literatura, design, arquitetura, fotografia, culinária, pintura, reflexão, moda, dança, escultura, perfumaria, sexualidade, teatro, liberdade, educação ...







Seria fácil culpar o mundo da moda. Seria fácil culpar a sociedade. Como se a Sociedade fosse um monstro, um ciclope, um minotauro, que nos persegue nos labirintos na nossa insandecida vivência, e que age sem a nossa participação. Como se fosse um flagelo, uma ação da natureza, que não temos como controlar. A sociedade é apenas um nome, um substantivo, e feminino, onde escondemos as nossas pequenas, médias e grandes falhas no meio das desgraças promovidas pela degeneração da raça humana, para que assim, não nos sintamos tão covardes, tão frouxos. Sim, somos culpados. Não podemos ter a indulgência para conosco que não temos para com os demais viventes.

Permitimos dois opostos tão mesquinhos, sem propósito, desprezíveis, conviverem no mesmo mundo, na mesma era, tão semelhantes, tão ambíguos, tão distantes e tão desprovidos de significado quando colocados lado a lado.
A fome de paz, de misericórdia, de tolerância, de humanidade, de pão.
O excesso de ignorância, de cobrança , de modelos inimitáveis, de falácia, de brutalidade.
A abjeta ausência de respeito.
A redundância do funesto.
A anorexia e a desnutrição de quem não tem opção.




Ver um desfile de moda é ultrajante neste sentido. Assistir o jornal noturno na TV é uma afronta. Duas realidades tão próximas e tão distantes. De um lado a desnutrição de quem escolhe se ver raquítico porque a Sociedade clama pelo corpo doente, que é lido, por este mundo disléxico, como belo (?). Logo o belo que pode ser expressado de tantas maneiras, de formas tão diversas e tão mais saudáveis e interessantes...O belo, que é ocidental, oriental, de cores tão variadas, de tamanhos imensuráveis, de possiblidadades infinitas, foi transformado num libelo pela padronização e pelo adoecimento auto-infligido.

Do outro lado, a existência de quem não escolhe ser raquítico, mas se vê desprovido da humanidade porque...Por quê? Por que? Por qualquer razão...Pela cor, pelo nome, pela religião, pela forma de viver a sexualidade, ...

Mas o que fazemos com tudo isso? Enquanto formos reféns dos desejos mórbidos vendidos por essa sociedade de massa horrenda, essa máquina de moer gente, de massacrar a diversidade, veremos toda essa desumanidade com a naturalidade dos cínicos e seremos hipócritas e tolerantes até que ela nos alcance...Seja no momento que alguém próximo começar a viver a agonia da anorexia, seja porque a providência divina resolveu nos testar com a fome na doença ou na guerra.

Sejamos mais sensíveis, mais humanos, mais inteligentes, mais cuidadosos, mais coerentes... O que nós estamos fazendo da sociedade? O que estamos fazendo conosco? E com os demais?
A liberdade de ser está na reflexão e na ação.
É ridículo ter que ficar dizendo que se é jornalista por formação! Alguém pergunta se um médico é médico por formação? E um advogado? Um engenheiro? É diferente? Por quê? Médico mata, se mal formado. Advogado também (de ódio e desespero) Engenheiro? Soterrado! Jornalista? Mata de vergonha quando é analfabeto e se acha profissional; quando denuncia sem prova; quando denigre a imagem de alguém que nunca mais se recupera (vide Escola Base!); quando acha que para saber escrever para rádio, TV, jornal, internet, para fazer assessoria, para entender a sociedade e a comunicação basta ler meia dúzia de livrinhos e ter a famosa e burra "prática"! Adorei esta parte que faz referência a comioda, comer, culinária, ou seja, tudo que se refere ao ato. Muitooooooooo legal!
Galeria Olido é legal porque sextas, ao meio-dia, sempre se apresenta a Camerata da orquestra expermiental Repertório. Muito legal! Lá vocês também vão encontrar outras coisas para ver e fazer.
Recomendo o museu da Língua Portguesa, que é divino, muito legal! Mas não recomendo os frequentadores: mal educados, grosseiros, que não entendem que ali é um musal, não um boteco. Na frente, a Pinacoteca, sem contar coma Estação da Luz :), que é linda!
Se vocês estiverem afim de uma boa peça, vão ao Satyros. Fomos ver Inocência, do grupo que dá nome ao bar. A peça Inocência, da dramaturga alemã Dea Loher, mostra personagens que buscam a redenção por várias razões. A peça, a direção, a cenografia, os atores: tudo muito interessante, inteligente e bem resolvido. Custa R$25,00. Começa as 21:00, no teatro Satyros (que também é bar) e fica na Pça. Roosevelt, 214. Fica na frente da Igreja que esqueci o nome agora :)...Ah! Em tempo: a pça tem quse três horas de duração, mas está lonnngee de ser chata!
Para dançar: Ultralounge, The edge, the week.
Tudo isso tem site, viu?
